Aliás, por muito tempo eu acreditei que o sincronismo fosse o que de mais incrível poderia me acontecer, mas eu percebo o quanto ele é limitador. Simplesmente porque tem como regra uma sensação de ‘o acaso vai me proteger enquanto eu estiver andando distraído’ que obedece à um desejo, mesmo que inconsciente, de recebermos o que supomos necessário. Jamais aceitamos algo que fuja ao nosso controle.
Por mais que eu deseje afirmar que me entrego de corpo e alma, só faço isso se eu entender que os resultados tem algum sentido para mim. Algum nexo com o que acho compatível com as minhas ideias, Uff.
E quando eu comecei a desistir desta segurança, percebi que eu estava atrasando o que deveria ter feito. O maior problema é que ele me direciona por caminhos que jamais pensei serem os meus. E eu poderia me revoltar por ser obrigado a desistir do meus sonhos, mas e se o que é apresentado se tornar maior e melhor do que qualquer sonho? Não se consideraria um idiota por insistir em querer algo que parecia confortável, porém andava a ritmo de lesma?
Pois bem, fiz e não me arrependo. E descobri que é mais forte do que a sincronicidade, é chamado de serendipidade. Apesar de ter um nome desagradável, quer dizer: A palavra Serendipismo se origina da palavra inglesa Serendipity, criada pelo escritor britânico Horace Walpole em 1754, a partir do conto persa infantil Os três príncipes de Serendip. Esta história de Walpole conta as aventuras de três príncipes do Ceilão, actual Sri Lanka, que viviam fazendo descobertas inesperadas, cujos resultados eles não estavam procurando realmente. Graças à capacidade deles de observação e sagacidade, descobriam “acidentalmente” a solução para dilemas impensados. Esta característica tornava-os especiais e importantes, não apenas por terem um dom especial, mas por terem a mente aberta para as múltiplas possibilidades.
Por causa disto comecei a estudar inglês, sem saber o porquê. E me surpreendo com a facilidade com que consigo aprender. E então comecei a escrever um livro para adolescentes, que nunca pensei em fazer, cujos assuntos caem em minhas mãos durante o processo como sinais de que estou certo. E as coincidências superam em muito qualquer insinuação de acaso. Chega a me assustar a quantidade de coincidências que soam como serendipidade...
domingo, 26 de junho de 2016
SINCRONICIDADE VS SERENDIPIDADE
quinta-feira, 16 de junho de 2016
O 'FIM' LIVRO DE MATEUS 33
Sabe? Aprendi que palavras como ‘concluir ou finalizar’ não estão na categoria de ações impossíveis. Eu me lembro de uma citação que diz: saber e não fazer é o mesmo que não saber, e também tem, Feito é melhor do que perfeito ou bem feito. Acho que porque era perfeccionista jamais conseguia terminar algo. É claro que as pequenas coisas era possível desde que eu as considerasse irrelevantes como amarrar os cadarços, por exemplo.
Mas quando eu tinha que partir para um projeto, digamos, incomensuravelmente grande como escrever, descobri que tinha que esquecer o que eu supus ser perfeito. Para escrever sobre a nossa natureza imperfeita é preciso ser incoerente e emocionalmente instável. Porém como eu poderia trocar a minha natureza racional por uma essencialmente emocional? Ou seja, ser inconstante como alguém que se apaixona.
Primeiro, você é obrigado a descartar suas regras racionalmente certas, mas não é fácil, a não ser que o obriguem. Doenças crônicas costumam ter bons resultados, hehehe.
Segundo, você tem que desistir de controlar os resultados, mesmo que pareça lógico pensar de forma linear. De que para se chegar ao objetivo C, antes precisa passar por A e B. Na prática se o objetivo C é o mais importante como querer ir à um show de rock, pensar em A e B deve ser planejar os meios, estipular as ações necessárias. De modo geral dá certo, mas e se você não se concentrar em A ou B, como seria que C aconteceria? Se você só se concentrasse em C, provavelmente escutará alguém dizendo que não será possível.
Terceiro, se você abrir mão do padrão, coisas realmente extraordinárias acontecem, talvez você até consiga ganhar esta viagem para o show de rock de um jeito totalmente inesperado, Ou entenderá que terminar algo não depende da aquisição de capacidade para tal. Só é preciso começar...
segunda-feira, 13 de junho de 2016
O 'LIVRO DE MATEUS' 32
Estive muito envolvido com algumas peripécias chamadas sincronicidade. Evidentemente poucos conseguem se submeter involuntariamente a algo que não seja minimamente controlado. É da nossa natureza questionar porque fomos ensinados a duvidar de capacidades que poderiam não existir. Acho que a campeã desta modalidade é crer em Deus. Por mais que eu diga que acredito em Deus acabo me contradizendo ao me esforçar para que Ele consiga atuar. O erro esta em insinuar que Ele só pode fazer aquilo que nós queremos e da forma que queremos.
Isto quer dizer que, por mais incoerente que esteja rumando as coisas, se há fé em Deus, não deveria me importar com os meios. Pois crer em Deus é abdicar de nossa certeza de sermos e fazermos mais que Ele.
Se para conseguir algo eu preciso abrir mão, torna-se quase impossível se submeter. Ninguém quer ter a porta fechada para se abrir uma janela. O máximo que posso fazer é tentar contar como vejo a sincronicidade atuar em minha vida.
Eu tenho o objetivo de me curar, mas desisti dos meus termos, não quero tentar estipular ou delimitar o resultado final. Não sei como ela acontecerá, mas enquanto eu determinar como gostaria que fosse, talvez esteja impedindo o certo.
Por outro lado eu senti uma vontade enorme de aprender inglês, mesmo que estivesse aprendendo outra língua. E está sendo tão fácil que me assusto. E então eu comecei a escrever um livro juvenil e todo e qualquer assunto vem a mim de forma surpreendente que me faz sentir um certo medo pela facilidade, a ponto de não entender o que está acontecendo.
Isto em todos os campos. Aff.
E eu só desisti de controlar os resultados, não que eles sejam diferentes do que eu desejo, às vezes não sei o que está acontecendo. Mas o resultado costuma ser melhor do que imaginava. Posso não criar o caminho e os meios para se chegar ao objetivo, mas chego, só tenho que entender que ele virá de um modo não calculado ou previsto. E vem.
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