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terça-feira, 8 de abril de 2014

POR QUE NÃO?

Em algum momento da vida nós somos obrigados a rever certas ideias. E neste eu me pus em busca de uma cura para o incurável. Por que as doenças incuráveis deveriam ser incuráveis? E elas são mesmo? O que podemos fazer para restaurar a saúde? Bem, é o que eu tenho me perguntado. Ainda mais que acreditava em milagres e não podia abrir mão de experimentar tudo que estivesse ao meu alcance. Sem desespero, controlando cada passo, era o que eu pensava. Nem sempre os milagres acontecem quando e como queremos, muito menos sem ganhos secundários, efeitos colaterais, todos morais.

Encarei a nona [9] cirurgia espiritual com duas metas bem definidas, de que eu poderia estar no fim desta incoerência que chamamos de doença e, de que o meu modo de ver o mundo iria se transformar. Quando pus em prática as ideias que ouvi de Wayne Dyer, Brahma Kumaris, Jesus Cristo, Buda, Napoleon Hill, Donald Walsch, Masaharu Taniguchi, Bruce Lipton e tantos outros, em áreas do conhecimento tão variadas, percebi que o meu modo de ver o mundo sempre esteve errado. Julgamos e discernimos parcialmente, conforme as nossas crenças e certezas e com isso criamos barreiras para ações que sequer imaginamos.

Abrir-se para o meio, aceitar que as diferenças são ferramentas que cada pessoa utiliza para o seu progresso, provoca-nos medo diante do desconhecido. Passamos tanto tempo acreditando que o mundo é como é por causa do que vemos e tememos que, jamais imaginaríamos que o mundo é o reflexo de nossos pensamentos. Quero dizer, sempre justificamos nossas ações apontando para fora de nós a causa de nosso sofrimento e dizemos: quem começou? Quando deveríamos dizer: quando nos sintonizamos? A culpa deste sofrimento não depende de quem inicia o processo, mas de quando nos conectamos com a ofensa. Não diz o ditado que quando não há quem possa receber o “presente”, este retorna para o dono. O mesmo vale para as ofensas.

Quando aceitei que confio no futuro que [Deus] a providência infinita me oferta, óbvia certeza de que a todos, o destino se mostra exatamente como os seus pensamentos criam este mundo, nada pode me ofender. Sou dono de potencialidades infinitas. Se você ainda não experimentou pensar assim, estas ideias parecerão uma ilusão fanática de um desejo abstrato de um apático, e se não? E se tudo for muito mais simples e por medo não quer experimentar romper com as suas barreiras do conformismo e ser levado pela corrente? De onde emanam as suas certezas, as suas verdades? Que medo é este de experimentar?

O meu mundo mudou.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

TUDO JÁ FOI ESCRITO.

Eu acreditava que se eu escrevesse o que supunha ser ideias sobre a vida, eu estaria sendo seu amigo. O meu objetivo nunca foi o de estabelecer “ideias” absolutas ou desacreditar as suas crenças, sejam quais forem. Porém descobri que é impossível convencê-lo de que eu estou certo – mesmo porque eu não sei se consigo estar certo. Bem, existe um meio, sim. [040116]

A vida, em si, não pede as explicações que buscamos porque nos disseram que ela precisa de manuais. Aliás, eu gostaria de ler algo como “a vida para dummies” com o objetivo de entender do que se trata a vida. Quando eu pensei nos “meios hábeis” e criei este blog, tinha como meta apreciar os meios pelo qual a vida se interpõe em nossas [in]decisões para simplesmente nos dizer: fechado para reformas, siga por outra via.

E os meios me surpreendem diariamente.

Quando eu comecei a observar os eventos como todas as religiões falam – mas não entendemos por causa das justificativas absurdas que criamos como um meio de tornar as nossas ideias mais coerentes –, percebi que jamais conseguiria impor as minhas opiniões. Eu estava errado ao querer impor e assim, estava declarando que as minhas opiniões eram criadas pela soberba. - como estava enganado [040116]. Não foi agradável perceber que nas lições que gostaria de escrever estavam os conselhos que deveriam ser percebidos e praticados por mim.

Então, eu admito que, todos os meios são hábeis e não existem falhas em sua existência. O erro consiste em se advogar como a fonte de algumas verdades e se intrometer nas ações que não lhe dizem respeito ou supor saber mais do que os demais. Não estou ensinando o conformismo, mas existem situações que só se agravam porque desejamos guia-las e assim estaremos remando contra a correnteza. Estava lendo sobre as constelações familiares e percebi que todas as nossas relações são justificáveis, para isso precisamos perceber e aceitar que todos e tudo existem para nos ensinar. As situações que nos parecem indigestas, o são simplesmente porque assim determinamos, não admitimos que o que parecem dores e sofrimentos são as lições do nosso aprimoramento. E que as pessoas que nos magoaram e nos feriram com suas ações também o foram em algum momento de suas vidas, tornando-as como são. E são estas situações que nós contamos.

Parece difícil, no entanto é assim mesmo. Para podermos compreender as lições devemos aprender com as tentativas que supostamente parecem ruins ou boas.

Se a vida é essencialmente perfeita, o que nos parece imperfeito foi criado pelas nossas mentes e por elas deveriam ser extintas - mas saber e não fazer é o mesmo que não saber. Os hábitos que modelam nossas decisões não são formulados por impressões lógicas que determinam a verdade, mas sim a ideia perceptível de uma verdade que se adapte às nossas justificativas.

Assim, qualquer esforço em dizer quem pode estar certo ou errado dependerá de suas crenças. De suas religiões, de suas culturas e de todos os esforços desagregadores que a humanidade insiste em inventar. É apenas um jogo, como eu descrevi ao comparar videogames com a realidade que conhecemos. Usei de um subterfúgio que Buda e Cristo sabiam ser necessário – e que pessoas comuns também.

Peço perdão se, em algum momento, eu me interpus em seu caminho e não consegui ajudá-lo com soluções. Percebo que é inútil obstruir as crenças que são tão importantes para todos. E não é a minha obrigação ser quem não sou. As ideais que compreendi são exclusivamente minhas, mas, se a lei da atração se fizer justa, todos aqueles que estão lendo o que escrevi devem estar em sintonia comigo.

Não só como leitores, mas também como professores que podem me lapidar as minhas imaginações.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

126 - carta ao mestre

Existem momentos na vida em que temos a oportunidade de nos encontrar com os nossos mestres, como verdadeiros discípulos esperamos ouvir as suas recomendações, porém se perdemos esta chance...

Perdi a oportunidade de encontrar meus mestres, nesta vida eles se foram muito antes de eu poder enunciar as minhas perguntas, não porquê elas são extraordinárias, mas porque eu poderia perceber o que está além das palavras escritas e deixadas como cartas de suas existências. Ou não.

Quem não gostaria de ter presenciado o sermão da montanha ou a narração do sutra de lótus? Não para se vangloriar destes fatos, mas sim pela oportunidade. E eu pensei, se não posso fazer mais nada para busca-los... Posso sim.

Carta ao mestre Masaharu Taniguchi.

Obrigado por receber-me.

Realmente estou emocionado com a verdade explanada nos seus livros. Tenho muitas ilusões, uma das quais se chama doença incurável, mas eu não quero incomodá-lo com isto, já que os livros são mais do que suficientes para destruir a minha ilusão quanto aos apegos e medos que concedemos às doenças.

Ontem eu li um comentário n’A Verdade da Vida, volume 6, sobre alguns aspectos daqueles que se fundem com o a imagem verdadeira, de como eles deixam transparecer a liberdade sem medos, confiando plenamente em Deus.

Eu também passei por experiência parecida e percebi que este estado de “não preocupação” não quer dizer alienação ou um estado de profunda ilusão quanto ao mundo que nos rodeia. O mundo passa a nos respeitar e oferece as respostas a quaisquer dúvidas que possam surgir. É uma simbiose entre a vida que me anima e anima todas as coisas e pessoas, ou seja, Deus.

No entanto eu deixei que esta sensação desaparecesse. Não sei se foi por causa da doença que parece se fixar em minha mente como existência verdadeira, mesmo que eu saiba da fragilidade desta ideia, Ou porque preciso dela para justificar meus medos, que eu sei que não tem força. Parece que uma está amarrada na outra, mantendo-me neste estado incoerente.

Não sei por onde destruir esta ideia de que a doença é necessária, porque os sintomas insistem em me afligir, criando um gatilho que dispara algum medo e me aterra à ilusão de que estou preso às ilusões. Se eu não tivesse experimentado esta percepção de reconhecer a imagem verdadeira, o senhor poderia me dizer que o erro está em não ter confiado  abertamente em mim. É verdade!

Consegui suprir a maioria dos medos, mas a sombra da incapacidade que a doença traz e é reforçada por pensamentos de desilusão, está afixada profundamente, independente das minhas tentativas de criar e manter pensamentos positivos.

É como quando alguém tem medo inexplicável de água e não consegue identificar a causa. Os medos atrelados ao medo da água ampliam o desconforto e nos impede de agir contra. Quais são as causas dos meus medos?

Quando as situações de ineptidão surgem por causa de situações que me impedem, bloqueando o caminho e criando uma angústia palpável que se transforma em rancor, eu não consigo enxergar quais as verdadeiras ações por trás destes atos. Eu me conduzo a acreditar que tais atos querem me mostrar que os meus pensamentos, estas âncoras, não passam de reações automáticas que o meu inconsciente e não merecem a minha atenção.

Não é o que acontece. Os pensamentos reagem e as ideias consequentes se baseiam nas minhas experiências, que nunca passaram desta percepções de interrupções forçadas ou aparentemente intransponíveis.

Estes medos geram, como resposta, o apego à doença que parece dar uma justificativa ao mundo de sofrimentos causados pela desilusão.

Como eu posso quebras este ciclo de ilusões e voltar ao estado pleno?

Mateus Göettees, Blumenau.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

120 - FAZ UM ANO...

Faz um ano que eu comecei este blog, com qual objetivo? De escrever o que eu estava começando a entender. Sobre o quê? A princípio, sobre todas as coisas.

Não pensem que eu esteja me vangloriando de uma condição superior – que eu acredito que não existe em mim, nem nos outros. Calma, não estou subestimando os seus conhecimentos, na verdade, eu estou profundamente grato por repartirem comigo as suas experiências. Os seus problemas e suas soluções, sejam doenças, conflitos ou simplesmente um momento de desabafo, são sinais de que existem pessoas de carne e osso atrás destes números que crescem.

Eu os observo, aqueles que curtem, aqueles que compartilham, os seus grupos e as suas afinidades, aqueles que reclamam porque sofrem e daqueles que simplesmente agradecem.
Somos como elos de uma corrente de pensamentos afins que se conectam sem percebermos o seu alcance. Se eu me propus a partilhar estes meios – hábeis – para que possamos eleger o melhor recurso, não é porque alguns esbarram em nossas ideias e crenças que não podemos admitir que eles existem por um único desígnio: oferecer nos uma alternativa para findar com o sofrimento.

Pessoas poderão se beneficiar de alguns meios, mas nem todos servirão aos seus propósitos. O objetivo é perceber quais lições nos são proporcionadas. Só comecei a compreender estas palavras quando ouvi esta frase:

“É tolice e desnecessário a uma pessoa continuar sofrendo simplesmente porque não alcançou a iluminação, quando esperava alcançá-la. Não há insucesso na iluminação, portanto a falha reside nas pessoas que, durante muito tempo, procuraram a iluminação em suas mentes discriminadoras, não compreendendo que estas não são as verdadeiras mentes, e sim, falsas e corrompidas, causadas pelo acúmulo de avidez e ilusões toldando e ocultando as suas verdadeiras mentes. Se este acúmulo de falsas divagações for eliminado, a iluminação aparecerá. Mas, fato estranho, quando os homens atingirem a iluminação, verificarão que, sem as falsas divagações, não poderá haver iluminação”.

E Buda também me presenteou com: “Um Buda é aquele que compreendeu a Lei insondável e nunca antes revelada, pregando-a de acordo com a capacidade das pessoas, ainda que seja difícil compreender a sua intenção. Sharihotsu, desde que atingi a iluminação tenho exposto meus ensinos utilizando várias histórias sobre relações causais, parábolas e inúmeros meios hábeis para conduzir as pessoas e fazer com que renunciem aos seus apegos a desejos mundanos. Qual a razão disso? A razão está no fato de o Buda ser plenamente dotado dos meios e das perfeições de certas práticas da sabedoria”.


Observo de onde todos são, do que gostam, as suas famílias, enfim, do que realmente somos feitos. Somos além de religiões, ou pelo menos das crenças, de limitações que não conseguimos romper e procuramos por respostas.

Se eu atendi às suas, foi porque também são as minhas.

No início eu desejava ensinar e descobri que mais aprendi. Escutei conselhos que nasceram de meus dedos ou de “oráculos” que permeiam todos os acontecimentos da minha vida. Aprendi a valorizar o inesperado e a desprezar as expectativas e seus medos. Aprendi, também, que mais pessoas compartilham de minhas ideias. Bem, nem sempre são somente minhas.

Obrigado por existirem, Mateus Göettees

sábado, 11 de janeiro de 2014

119 - tabula sapiens

Quanto mais cedo você compreender que ninguém, além de você próprio, pode lhe oferecer o que deseja, mais depressa a sua vida irá melhorar. Mesmo que você mude de lugar, se não mudar a atitude mental não conseguirá substituir os aborrecimentos por satisfações. Livro: Comande Sua Vida Com o Poder da Mente 15ª edição Vol. 10, pág. 186 - Masaharu Taniguchi

Parece inconsistente que eu diga que o melhor jeito de se extinguir o rancor, a raiva ou o ódio, seja através de uma força de vontade em se colocar na vida do outro. O outro que admitimos – veladamente – odiar, apesar de ser uma impressão mal resolvida em nós. Ou seja, o ego.

Pôr-se nesta situação desagradável não é simplesmente encenar tais jogos emocionais com o intuito de extinguir a animosidade, ou pelo menos, compreender as ações que tanto nos incomodam. Nem identificar aqueles defeitos “nossos” refletidos no outro, que devem ser quase impossíveis de admitir.

Na realidade, pôr-se no personagem não é mimicar – fazer mímicas – os atos burlescos que observamos na sociedade, mas sim de compreender, de uma vez por todas, que se tivéssemos passado por todas as situações e vivências, expressaríamos nossas ações e respostas conforme o outro nos mostra. O real objetivo de se vestir o personagem que transgredimos com o nosso julgamento é de entender que estas experiências – mesmo que criem sofrimento ou se choque com as nossas crenças – são ações válidas. Que obedecem às necessidades do espírito que depende e conta com tais conflitos para encontrar felicidade e harmonia.

Ao aceitarmos que o outro sofre por encontrar sua felicidade, conforme as suas crenças, e desta forma burilando o seu caráter, a raiva cessa e uma sensação de gratidão nos absorve como se estivesse nos falando: Agora eu te compreendo. Obrigado por me ensinar a viver.

Porque também destruímos as nossas ilusões de que poderíamos interceder com conselhos que criamos pelo nosso julgamento, como se fossemos capazes de solucionar um problema baseando-se tão somente nas nossas experiências. Se sofrermos por saber as respostas, acalmem-se, não sabemos. Se neste conflito a nossa participação é desnecessária até que seja solicitada. Mas que pode escolher está além da nossa compreensão.

Uma porta se fecha e Deus nos abre uma janela? Impossível, as portas e janelas jamais se fecham, nós é que nos iludimos com ideias de autopunição, por uma culpa que talvez jamais tenha existido. E ao aceitar que o outro aprenda com os seus erros estaremos garantindo que ele permaneça no caminho da felicidade, indiferente de se as nossas ideias forem contrárias ou não.

 Para que o ser humano possa compreender o significado da sua existência neste mundo e sentir a alegria de viver, é imprescindível conscientizar a presença de Deus em seu interior e compreender que Ele é a fonte de todas as glórias.  Livro: Abrindo o Canal da Provisão Infinita Vol. 8, p. 116 – Masaharu Taniguchi



A Arte de Entender o OUTRO.


Apesar do dicionário nos fornecer a teoria, reconhecemos que a prática é difícil. Julgamos as pessoas sob a nossa ótica e assim, fica difícil entender exatamente o que se passa pela cabeça dela.

É difícil as vezes entender que as pessoas tem um ponto de vista diferente porque enxergam a vida por outro ângulo. É como ir ao teatro: quem senta no camarote tem uma visão diferente de quem sentou na plateia, ou no canto. Mas todos estão vendo o mesmo espetáculo. Naturalmente, quem senta perto da aparelhagem de som, tem uma audição melhor do que quem sentou distante.


Assim é tudo na vida. Muitas vezes queremos que as pessoas entendam nossos pontos de vistas, mas pra que formem uma opinião sobre algo é necessário que consultem seus arquivos internos, onde estão armazenadas suas experiências e suas conclusões, que são em alguns casos, bem diferentes das nossas.

Porém, quando um amigo não nos entende, não quer dizer que nos quer mal; as vezes ele quer, erroneamente, nos conduzir pela trilha que acha certa, sob a ótica dele. E discute conosco, porque teme que nossas decisões.

Em outros casos somos nós que não entendemos o que a pessoa quis dizer com determinado posicionamento; ficamos esperando que ajam da forma que estamos acostumados a agir, esquecemos que elas tem outra história de vida e outra forma de pensar, e que ela vai reagir diferente de nós em várias situações.

Entender é uma arte.

Entender é deixar a pessoa livre para agir da forma que quiser, sem imposições absurdas da nossa parte.

Naturalmente, ENTENDER não quer dizer CONCORDAR. Podemos perfeitamente entender a atitude de uma pessoa que se embebeda até cair pra esquecer suas mágoas, mas nem sempre podemos concordar com isso.

Para entender as pessoas, basta que tenhamos em mente que ela é um ser único que vai agir de acordo com os impulsos dela, por mais que isso contrarie nossa maneira de enxergar as circunstâncias.

Devemos estar sempre abertos ao entendimento mútuo, para que a jornada da vida se torne mais leve para todos, especialmente PARA NÓS.

Pense nisso.

Texto por Maris. http://semeadordeluz.blogspot.com.br/2012/02/arte-de-entender-o-outro.html

118 - tabula não tão rasa assim

tabula rasa é um conceito criado por John Locke, que afirma que o ser humano nasce como uma folha de papel em branco a ser preenchida pelas experiências. Este papel nunca é inteiramente em branco, mas também não é o que supomos ser destino.

Quer dizer que uma alma escolhe antecipadamente o tipo de vida que terá?


Não, isso iria contra o objetivo do encontro, que é criar a sua experiência – e, portanto, o seu eu – no glorioso momento atual. Por esse motivo você não escolhe antecipadamente a vida que terá.

Imagina que a alma humana enfrenta os desafios da vida por acaso? – Quer dizer que a alma escolhe que tipo de vida terá? – Não. Mas pode escolher as pessoas, os lugares e os eventos, as condições e circunstâncias, os desafios e os obstáculos, as oportunidades e opções para criar a sua experiência. 

Conversando com Deus. Neale D. Walsch.



Por outro lado criamos personalidades peculiares para tratarmos de todos os acontecimentos da vida e os chamamos de ego. As construções do ego surgem para nos auxiliar no processo de interação com o meio ao qual estamos inseridos e é predominantemente intuitivo, pois estas construções costumam se agregar com as experiências passadas – que percebemos subjetivamente – e com os exemplos “compreendidos” no presente. 

Estes raciocínios geram respostas automáticas e ficam armazenadas no subconsciente. Porém são imperfeitas, pois consideram respostas que na maioria das vezes adquirimos em situações anormais ou destituídas de lógica. Impressões que acabam ditando o nosso comportamento. Uma percepção apreendida na meninice pode se transformar em um mandamento interior que se fixa no subconsciente e dita suas respostas enquanto não reescrevermos esta lei. Se ela for falha, todas as respostas que se baseiam nesta lei entrarão em conflito com quaisquer novas percepções conscientes.

Devemos constantemente rever nossas leis para que o presente e o futuro se concretizem sem tais obstáculos. Esta é a proposta da meditação, rever e reescrever as leis que ficam armazenadas no subconsciente e que nos impedem de virar o jogo. Este é o objetivo primordial do jogo, tomar as rédeas de sua vida, removendo leis retrógradas e seculares que ferem e fazem sofrer, pensar com discernimento e por em prática novas ações. Consequentemente existem ferramentas hábeis que podem nos ajudar dependendo de como precisamos nos comportar diante dos “problemas ou obstáculos”

Penso que deparei com a resposta para a questão tratada no post [117MH1 – tabula rasa], sobre como enfrentar aquilo que nos incomoda, provocando tamanha aversão que nossa primeira reação é evitar, fugir ou fingir. Ver nossas deficiências espelhadas é só um gatilho para a mudança, mas como eu posso reverter este quadro? Como deixar de odiar?

A questão não é tentar “consertar” o problema dirigindo os nossos esforços no outro, mas sim em nós mesmos. Quando mudamos, todos ao nosso redor se transformam, em sintonia com a nova vibração mental. Aqueles que não mudam acabam se afastando e naturalmente outras pessoas que se sintonizem com esta vibração se aproximarão. Lei do semelhante atrai semelhante. Até mesmo as situações divergentes a esta vibração desaparecerão e, se novos pensamentos forem condizentes com seus anseios, novas situações surgirão.

Contudo esta atitude em si não aplaca o ódio, o rancor e a mágoa que endereçamos. Esta catarse só terá efeito se conseguirmos compreender e nos colocar no lugar do outro. Se você estivesse na mesma posição que o outro está, reagiria diferente? A maioria tende a responder sim, mas a verdade é que se estivéssemos na mesma situação, seríamos a mesma pessoa que criticamos e responderíamos ao problema da mesma forma, independentemente de qualquer justificativa. A pessoa que esta passando por aquele problema está ciente de suas escolhas e reconhece o seu potencial – mesmo limitando-o – de que a “circunstância” é absolutamente propícia e criada para um propósito.

Não é ela quem está errada, mas é você que não percebe os intrincados mecanismos da providência divina. Que chamamos de Deus e está dentro de cada um de nós como um farol a direcionar os nossos sonhos. Que não percebemos claramente e por isso declaramos guerra contra os acontecimentos e criamos o sofrimento que nada mais é que nadar contra a corrente.

Observe o querelante – apesar de que nós deveríamos ser chamados assim – e compreenda o meio como ele foi criado, a história familiar que tem grande influencia na determinação de seus costumes e crenças. Suas reações são ditadas por quais leis mentais? Não faça de suas crenças o modelo de perfeição que deveria ser estendido a todos, não controle nem se julgue capaz de interferir. Simplesmente observe. [MH5 – Eu te compreendo]

Joanna de Angelis comenta o caráter do ego que nos controla o julgamento e nos obriga a reagir egoisticamente contra: A sombra que resultas dos fenômenos egoicos, havendo acumulado interesses inferiores que procura escamotear, ocultando-os no inconsciente, é a grande adversária do sentimento de gratulação. Na sua ânsia de aparentar aquilo que não conquistou, impedida pelos hábitos enfermiços, projeta os conflitos nas demais pessoas, sem a lucidez necessária para confiar e servir. Servindo-se dos outros, assim fazem todos os demais, competindo-lhe fruir o melhor quinhão, ante a impossibilidade de alargar a generosidade, que lhe facultaria o amadurecimento psicológico para a saudável convivência social, para o desenvolvimento interior dos valores nobres do amor e da solidariedade.

[...]

A sombra sempre trabalha para o ego, com raras exceções, quando se vincula ao self, evitando toda e qualquer possibilidade de comunhão fora do seu círculo estreito de caráter autopunitivo, porque se compraz em manter a sua vitima em culpa contínua, que busca ocultar, mantendo, no seu recesso, uma necessidade autodestrutiva, porque incapaz de enfrentar-se e solucionar os seus mascarados enigmas.

Psicologia da Gratidão, Divaldo Franco.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

117 - tabula rasa

Sempre pensei que estava no controle – parcial e limitado – da minha vida. Talvez um bom observador, daqueles que poderiam ser orgulhar de admirar as pequenas idiossincrasias humanas tão comuns que não nos preocupamos mais com o quê os sentimentos deveriam ser. Mesmo porque os sentimentos se transformaram em moeda de troca de um jogo emocional.

Não estou preparado para jogar este jogo absurdo, também acredito que você não esteja “querendo” participar, porém acabamos nos inscrevendo e, para não parecermos deslocado em meio a este caos, recriamos as mesmas respostas. Respostas de inconformismo, de ódio, de resignação forçada, de arrogância ou soberba, de antipatia ou falsa simpatia, de rancor ou frustração, de infinitos sentimentos controversos e doentios. Deste modo ferimos para não sermos feridos, como se agir com desconfiança e esperteza fossem qualidades morais. Ou ferimos na esperança de manter nossas expectativas em segurança. Criamos uma atmosfera de indignação e irritação que faz ferver quem entra nesta zona negra de nossos pensamentos.

Estou me imiscuindo de minhas desvantagens morais. Todos nos precipitamos em reagir conforme o que a maioria defende ser o certo. Mas e quando sentimos que as nossas reações são personagens já criados e eternizados, que não emitem os reais sentimentos e sim os padrões esperados? Entramos no jogo da infelicidade.

O que eu estou querendo dizer é que, por mais que eu perceba quais ações acertadas devem ser declaradas, continuo respondendo com amargura e desconfiança. Ou seja, estou julgando pelas minhas próprias ideias do que eu gostaria que acontecesse, de como eu gostaria que se comportassem. Então eu experimentei usar a Lei da Atração para observar porque semelhantes se atraem, mesmo que eu tente minimizar ou justificar as minhas ações refletidas no outro, só estarei negligenciando a verdade de que eu sou exatamente assim.

Assim sendo, por que eu não consigo ver em mim as deficiências que tão facilmente critico no outro? Porque não quero admitir que também sou assim? Talvez as diferenças – que não são diferenças, nem justificativas atenuantes – estejam no fato de que não falamos em voz alta o que o outro expressa e nos ofende. Odiar abertamente uma pessoa é a mesmíssima coisa do que só pensar e dissimuladamente sorrir. Mesmo que seja uma tentativa de não se declarar abertamente o conflito. É ao mesmo tempo covardia, um medo de não saber lidar com os conflitos, e uma admoestação amarga e indigerível.

Deve estar pensando que devemos ir à luta e enfrentar tais inconformismos como se a alternativa fosse uma espécie de holocausto moral, onde só se consolidaria os sentimentos mais fortes. Não se engane, neste jogo não há perdedores, as experiências servem a um propósito quase indistinguível. Observar as suas falhas refletidas no outro significa, mesmo que seja exacerbada aos seus olhos, que é uma oportunidade de refletir sobre os seus sentimentos camuflados e ocultos, ou mesmo abertamente percebidos.

Não estamos aqui para cobrarmos justiça conforme consideramos justo, mas de perceber que perdemos tempo em resolver tudo com as nossas próprias mãos. Então como fica Deus perfeito, se teimamos em resolver tudo por nós mesmos? Por isso devemos agradecer a estas pessoas a oportunidade de entendermos como somos.

Kanzeon Bosatsu significa Amor de Deus, Lei da Mente que permeia o universo. É o ato de salvar o outro, manifestando-se numa forma adequada às vibrações mentais de cada pessoa. Portanto cada pessoa pode ser a manifestação de Deus que nos aparece com o objetivo nos fortalecer. Kanzeon Bosatsu é chamada abreviadamente de Kannon, mas ela não é um ser humano. É um ser búdico que, captando o “som da mente das pessoas”, ou seja, a vibração mental, faz manifestar aquilo que as pessoas desejam. Bem ou mal, conforme a vibração mental.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

113 - Muito Obrigado

Esta é minha última oportunidade de agradecer a todos que, de alguma forma, leram e compartilharam os posts que escrevo. Agradeço aos grupos que participo e todos aqueles que seguem “meios hábeis”, mas principalmente pelos artigos compartilhados que me ensinaram outras verdades.

Devo deixar de participar de alguns grupos, não que eu tenha sido expulso, mas porque os assuntos que abordo não são exatamente o tema de alguns grupos. Acho correto que seja assim. Quando eu comecei a expor os meus textos eu tinha dois objetivos: saber o que diferentes grupos pensam sobre; e expor algumas sementes de esperança.

Que esperança?!

Tive que aprender – e aceitar – que algumas verdades não são como imaginávamos. Eu tenho uma doença incurável e crônica, e se não fosse a força de vontade de perseverar e encontrar outros caminhos, talvez eu estivesse morto. Entre a resignação e outras verdades, existem provas do quanto nos acomodamos ao que nos dizem, ao ponto em que, mesmo diante de nós, não conseguimos ver que existem coisas extraordinárias.

Não estou falando de coisas imaginárias de um conto de fadas, mas de ciências que foram ignoradas e acuadas pelas ciências atuais, que denegriram as verdades chamando-as de crendices, mágicas de embusteiros, mentirosos.

No fim do século 19, as ciências se consolidavam através da máxima de que todas as coisas deveriam ser medidas, pesadas, catalogadas e compreendidas por meio de parâmetros definidos. Estes parâmetros criaram barreiras que impediriam que certas ciências jamais pudessem nascer. Felizmente a própria ciência descobriu o erro e começa a estudar tais “ciências ocultas” sob o prisma de teorias que precisavam ser explicadas e não conseguiam suporte no que elas determinavam e acreditavam como verdades. De que as comunicações celulares não são totalmente bioquímicas e sim vibracionais ou energéticas [Biologia da Crença, Bruce Lipton]. De que Darwin errou ao dizer que o mundo é regido pela sobrevivência do mais forte, como afirmou em uma de suas últimas cartas.

Enfim, existe uma infinidade de ciências ocultas que ressurgem e demonstram o improvável: de que eu posso me curar. As minhas tentativas tem sido incríveis, e não são só no âmbito do sobrenatural, mas envolvem uma reprogramação interior, a diluição de crenças errôneas, técnicas milenares e perseverança. Mas o pior dos nossos inimigos são os medos.

Quando eu comecei a escrever eu pensei que poderia trazer luz para aqueles que buscam alguma resposta. Nunca quis impor as minhas verdades, mas sou um exemplo aos que querem acreditar. Não admito que outros digam no que eu devo acreditar, senão naqueles que, por eu me conhecer bem, dizem o que as inspiram a perseverar. Pode parecer arrogância, porém se eu me resignar diante dos obstáculos talvez seja uma arrogância maior ainda. Não somos castigados por Deus ou pela nossa consciência com o objetivo de sofrer, esta é uma oportunidade de romper com a crença de que a resignação é aceitável e experimentar viver.

Muito obrigado pelos comentários, pelo carinho e um Feliz Natal.

Mateus Göettees